terça-feira, 28 de junho de 2011

INSTITUTO METODITA IZABELA HENDRIX
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO
Mislene Dayane Drumond
CINE PATHÉ:
Museu do cinema
Belo Horizonte
Julho 2011
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CINE PATHÉ:
Museu do cinema
Monografia apresentada ao Instituto Metodista Izabela Hendrix como requisito para conclusão do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo.
Orientadores: Profª Karine Carneiro
Profª Nathalia Arreguy
Belo Horizonte
Julho 2011
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Monografia aprovada em 28 de julho de 2011
______________________________________________________
Profº Frederico Canuto
Professor da disciplina Atelier Preparatório Pré-TFG
Membro da Comissão Especial do TFG
______________________________________________________
Profª Karine Carneiro
Professora da disciplina Atelier Preparatório Pré-TFG
Membro da Comissão Especial do TFG
_____________________________________________________
Profº Marcelo Maia
Professor da disciplina Atelier Preparatório Pré-TFG
Membro da Comissão Especial do TFG
______________________________________________________
Profª Nathalia Arreguy
Professora da disciplina Atelier Preparatório Pré-TFG e Tópicos especiais em Arquitetura
Membro da Comissão Especial do TFG
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A minha querida família e amigos.
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RESUMO
A proposta tem como objetivo o levantamento dos cines de rua que estão inseridos e delimitados pela Avenida Contorno,e fazem parte do contexto histórico do Município. Este levantamento revela que a maioria das edificações analisadas encontra-se protegidas pelo Patrimônio, portanto apresentam um significado cultural e histórico para cidade e comunidade. Em contraponto estas edificações estão subutilizadas e em péssimo estado de conservação, entretanto, não cumprem seu valor quanto a questão social descritas no Plano Diretor do Município e sim, promovem o desestimulo ao uso pela sociedade desse bem material. O objetivo é restaurar o edifício Cine Pathé e promover o uso, contemplando a proposta do Museu do Cinema da cidade de Belo Horizonte, localizado na região Centro-Sul, bairro Funcionários de referência cultural e histórica para cidade.
Palavras-chave: Restauro; Patrimônio Cultural; Cine Pathé; Savassi.
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Zona urbana na Planta Geral da Cidade de Minas, datada de 15 de abril de 1895, segundo projeto da Comissão Construtora da Nova Capital .......................... 12
Figura 3 - Bairro Funcionários .......................................................................................... 24
Figura 5 - Planta da Savassi, desta para a localização do Pathé ...................................... 31
Figura 6 - Planta de análise de usos do entorno da edificação em estudo ........................ 32
Figura 7 - Planta de análise de altimetria do entorno imediato da edificação em estudo 33
Figura 8 - Planta de análise de acessos do entorno imediato da edificação em estudo .... 34
Figura 9 - Planta de analise de apropriação diurna do entorno imediato da edificação em estudo .......................................................................................................................... 35
Figura 11 - Base cartográfica Prodabel e Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo Urbano ........................................................................................................................ 37
Figura 12 - Planta técnica - corte longitudinal - Museu da Língua Portuguesa .............. 42
Figura 13 - Planta - cortes - Museu da Língua Portuguesa .............................................. 43
Figura 14 - Térreo - Planta técnica - Museu da Língua Portuguesa ................................ 45
Figura 15 - Mezanino - Planta técnica - Museu da Língua Portuguesa ........................... 45
Figura 16 - Subsolo Inimá de Paula .................................................................................. 48
Figura 17 Térreo Inimá de Paula ...................................................................................... 48
Figura 18 2º pavimento Inimá de Paula ............................................................................ 49
Figura 19 3º pavimento Inimá de Paula ............................................................................ 49
Figura 20 4º pavimento Inimá de Paula ............................................................................ 50
Figura 21 Corte Inimá de Paula ........................................................................................ 50
Figura 22 Escritório e sala de reunião............................................................................... 54
Figura 23 Recepção/ informação ....................................................................................... 54
Figura 24 Banheiro(Feminino e Masculino) publico ........................................................ 54
Figura 25 Teatro para 150 pessoas .................................................................................... 55
Figura 26 Cozinha para o cafe ........................................................................................... 55
Figura 27 Dml e deposito ................................................................................................... 55
Figura 28 Depósito ............................................................................................................. 56
Figura 29 Estacionamento para 14 carros ........................................................................ 56
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LISTA DE FOTOS
Foto 1 Cine Brasil - Praça Sete - Ano 1932 ....................................................................... 16
Foto 2 Cine Brasil - Rua Tamoios - Ano 1934 ................................................................... 17
Foto 3 Cine Guarani - Rua da Bahia - Ano 1954 .............................................................. 17
Foto 4 Cine Odeon - Av.Contorno - Ano 1947 .................................................................. 17
Foto 5 Cine México - Av. Oiapoque - Ano 1947 ................................................................ 18
Foto 6 Cine Royal - Av. Afonso Pena ................................................................................ 18
Foto 7 Cine Pathé - Av.Cristovão Colombo - Ano 1948 ................................................... 19
Foto 8 Cine Acaica - Av. Afonso Pena - Ano 1948 ............................................................ 19
Foto 9 Cine Floresta - Av. Contorno - Ano 1949............................................................... 20
Foto 10 Cine Jacques - Rua Tupis - Ano 1950 .................................................................. 20
Foto 11 Cine Candelária - Praça Raul Soares - Ano 1952 ................................................ 20
Foto 12 Cine Art Palácio - Rua Curitiba - Ano 1954 ........................................................ 21
Foto 13 Cine Roxy - Av. Augusto de Lima Barro Preto - Ano 1957 ................................ 21
Foto 14 Cine Palladium - Rua Rio de Janeiro - Ano 1954 ................................................ 21
Foto 21 Vista do café do Teatro Poeira ............................................................................. 46
LISTA DE DIAGRAMAS
Diagrama 1 Mapa Mental .................................................................................................. 30
Diagrama 2 Programa do Museu do Cinema ................................................................... 53
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 10
2 FORMULAÇÃO DOS PROBLEMAS E SUA JUSTIFICATIVA ........................... 12
2.1 Breve histórico: A cidade de Belo Horizonte ........................................................ 12
2.2 Patrimônio Cultural do Município ........................................................................ 13
2.3 Situação de alguns cines de rua. ............................................................................ 15
Visando atenuar este problema alguns dos cines como o Cine Brasil e o Palladium estão se transformando em complexo de arte, como anunciado pela TV Assembléia: .................... 23
2.4 O lugar – Bairro dos Funcionários. ....................................................................... 23
2.5 O Cine Pathé. ....................................................................................................... 26
2.5.1 Diretrizes especiais de Projeto....................................................................... 27
2.5.2 Projeto Original ............................................................................................ 27
3 MAPA MENTAL ....................................................................................................... 30
4 DADOS PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO DE ARQUITETURA ............. 31
4.1 Inserção Urbana .................................................................................................... 31
4.2 Usos ..................................................................................................................... 32
4.3 Altimetria das edificações ..................................................................................... 33
4.4 Acessos e circulação: transporte público, privado e à pé. ...................................... 34
4.5 Apropriação diurna e noturna. ............................................................................... 35
4.6 Legislação ............................................................................................................ 37
4.7 Levantamento Planialtimétrico. ............................................................................ 38
5 REFERÊNCIAS AQUITETÔNICAS E URBANÍSTICAS ...................................... 40
5.1 Museu da Língua Portuguesa – São Paulo. ............................................................ 40
5.2 Teatro Poeira- Rio de Janeiro ................................................................................ 44
5.3 Museu Inimá de Paula (Cine Guarani) – Belo Horizonte. ...................................... 47
6 DEFINIÇÕES PROJETUAIS ................................................................................... 52
6.1 Organograma/fluxuograma ................................................................................... 53
6.2 Pré dimensionamento ........................................................................................... 54
6.3 Análise técnico financeira ..................................................................................... 57
6.4 Análise de impacto ............................................................................................... 58
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................... 59
REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 60
APÊNDICES ...................................................................................................................... 62
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1 INTRODUÇÃO
Com o objetivo de melhor entender a cidade de Belo Horizonte e seus problemas históricos e sociais seguem estudo de análise compreendendo a historia de criação da capital de Minas Gerais, os principais instrumentos de preservação do Patrimônio e a problemática do cines de rua de Belo Horizonte.
Inaugurada em dezembro de 1897, a nova capital do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, representava o espaço republicano administrativo do poder estadual. Planejada com diretrizes urbanísticas inspirados em modelos europeus, as obras da construção do novo espaço econômico mineiro foi liderado pelo engenheiro Aarão Reis. (Dossiê, 1999, p.90)
A planta original dividia a cidade em três zonas de ocupação distinta: a urbana, a suburbana e a rural. A zona urbana é delineada por um anel circundante a Avenida do Contorno; planejada para ser o centro administrativo e comercial da cidade a abrigar bairros residências e equipamentos urbanos, como estações e parques.(SECULO 30, 1993, p.7)
Encontramos dentro desse anel, principalmente, várias obras, edifícios que fazem parte do contexto histórico e memorial da cidade em que o Município visando proteger um bem de interesse coletivo cria legislações de preservação e incentivos ao proprietário de um imóvel cuja obra, seja material ou imaterial, represente uma identidade cultural da cidade.
Dentre os vários edifícios que representam grande importância cultural e histórica para a cidade de Belo Horizonte, este trabalho destaca um edifício construído dentro da Avenida do Contorno e apresenta a proteção do Município com o seu tombamento aprovado em 1999, visando preservação da memória e do patrimônio cultural destacando a importância simbólica das edificações ligadas à afetividade e a paisagem urbana, desenvolver a preservação de salas de cinemas tradicionais para a cidade.
O edifício em questão é o Cine Pathé, localizado na Avenida Cristovão Colombo, 315, Bairro dos Funcionários, foi o primeiro bairro de características residenciais a ser construído na capital a fim de abrigar os operários da construção da cidade, próximo da Praça da Liberdade, centro do poder estadual, e da Praça da Boa Viagem, igreja matriz da cidade. A partir de 1929 surgiram os primeiros estabelecimentos comercias como a Confeitaria e Padaria da Savassi, o Armazém Colombo e o Armarinho. (Dossiê, 1999, p. 35)
Assim como o crescimento da Savassi e o surgimento dos cines de bairro em 1940, o cinema era o principal meio de diversão da cidade. O Cine Pathé foi inaugurado em 08 de maio de 1943 e integrava a rede de cinemas da empresa .Cinema S/A. a fim de estabelecer
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um centro de cinema na zona sul que ainda não apresentava um cinema bairro. (BRAGA, 1997, p. 40)
Projeto pelo arquiteto Raphel Hardy Filho, em estilo art decó. Em 18 de abril de 1999 o Cine Pathé encerrou suas atividades, dando a lugar a uma Igreja, e outros usos aconteceram ate os dias de hoje, mesmo com sua preservação atestado pelo Município, com o tombamento. (Dossiê, 1999, p.92)
Seu subuso abriga um estacionamento e seu estado de preservação nada acrescenta a paisagem urbana da cidade.
Com o intuído de manter a preservação deste bem, que há anos encontra-se abandonado e sem uma manutenção que garanta sua importância cultural para a cidade este trabalho promovera a pesquisa monográfica que resultaria na proposta de restauração do Cine Pathé que ira abrigar o Museu do Cinema da Cidade de Belo Horizonte.
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2 FORMULAÇÃO DOS PROBLEMAS E SUA JUSTIFICATIVA
2.1 Breve histórico: A cidade de Belo Horizonte
A cidade de Belo Horizonte foi planejada para sediar a capital do estado, no final do século XIX, pelo engenheiro Aarão Reis, tendo como princípios norteadores a higiene, a estética e fluidez. (GOMES e LIMA, 1999)
Composta por três zonas – urbana, suburbana e rural – a Planta Geral da Cidade de Minas estabeleceu para a denominada zona urbana (FIG. 1) uma malha de ruas ortogonais cortada diagonalmente por avenidas largas que se cruzam formando a maioria das praças originalmente projetadas. Esse espaço central é delimitado por uma avenida de contorno – .um boulevard periférico de 35 m de largura e 10 km de comprimento. (SALGUEIRO, 2001, p. 156)
Figura 1 - Zona urbana na Planta Geral da Cidade de Minas, datada de 15 de abril de 1895, segundo projeto da Comissão Construtora da Nova Capital
Fonte: AUN, 2008, encarte.
Afirmado o desenvolvimento do capital a partir do centro temos que: Na década de 20, o polígono que envolve .a rua da Bahia, a rua dos Goitacases, a rua São Paulo, a rua dos Caetés, a avenida Afonso Pena e mais as ruas Tupinambás, Carijós, Espírito Santo, Tamoios e avenidas Amazonas e do Comércio. tornar-se-ia o .coração da cidade. . (PENNA, 1997, P.113)
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Nascida com a República, com o cinematógrafo e o automóvel, com as vanguardas e com a revolução científica e tecnológica, Belo Horizonte inscreveu, à sua maneira em seu corpo, em sua história, todas as grandes questões deste século que se encerra. Evocar a cidade é, neste sentido, evocar também um pouco o nosso tempo, é buscar entender uma época que parece dar razão a Carlos Drummond de Andrade –Toda história é remorso. (ANUÁRIO, 2000, p.28).
Desloca de suas origens interioranas, a população que emigra para Belo Horizonte, de desenraizados, tem de proceder a uma recomodação de hábitos e de valores em um espaço organizado de forma bem diferente das cidadezinhas coloniais (...) No novo espaço, comandado pelos prédios públicos alguns dos mais destacados deles dedicados as comunidades publicas(...) o cinema demorará a encontrar acomodações adequadas, mas acabara por tomar a mais nobre sede dos eventos culturais da nova metrópole. (ÁVILA, 2088, p.37)
2.2 Patrimônio Cultural do Município
A este respeito Castriota observa que Belo Horizonte, cidade planejada, é concebida .a partir de um ideal de modernidade, que propugna a ruptura a todo custo com o passado, identificando-se com o novo — a República que surgia. e que, portanto, .nada mais natural que desde os primórdios de sua história, a cidade incorpore a lógica própria da modernidade, a sua rápida obsolescência e constante transformação: aquilo que é velho tem que desaparecer.
(CASTRIOTA, 1993, p. 5).
A .onda de demolições. presenciada por Belo Horizonte já nos anos 20 se intensifica nas décadas seguintes(...). Primeiro foi a verticalização, seguida das demolições que cedem espaço a estacionamentos, e da ocupação com edificações de áreas de parques e jardins no centro da cidade. (CUNHA, 1997, p.87).
A proteção do patrimônio cultural do Município só vai ser instituída, porém, tardiamente, em 1984, depois de a cidade assistir — indignada — à destruição (...) do Cine Metrópole. (CASTRIOTA, 1993, p.7), construído em terreno antes ocupado pelo antigo Teatro Municipal. A demolição do Metrópole foi precedida, no entanto, por ampla mobilização liderada pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil que elabora a Carta Manifesto de
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Belo Horizonte, assinada por outras 45 entidades, entre as quais a Associação Mineira de Imprensa, a Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente e o Diretório Central dos Estudantes. Durante todo o ano de 1983 grupos de populares se concentraram, em protesto, nas ruas próximas ao cinema.
Realizei um questionário (ver anexo) como o objetivo de descobrir se a população, independente de sua ocupação e idade, entende o conceito de Patrimônio Histórico para a cidade.
Sobre as 42 respostas quanto ao significado da expressão Patrimônio Cultural todas as respostas foram corretas e satisfatórias e 97,7% consideram importante sua preservação, foram exemplificadas, em sua maioria, um edifício na cidade de Belo Horizonte e dentre os critérios de preservação dessas edificações tombadas na cidade a avaliação de 57,1% é para bom e 31% para muito bom. A faixa etária compreende dos 18 aos 55 anos, ativa economicamente e sua maioria em formação superior, estudante.
Os principais benefícios sobre a preservação desse patrimônio apontam para a relevância cultural, histórica e identidade de um povo provando a importância da preservação e manutenção desses elementos seja material ou imaterial.
Quanto à pergunta qual edificação você gostaria de ver preservada? Poucos conseguiram apontar um edifício especifico assim como os incentivos aos proprietários não passaram de isenção de IPTU, concluo que, as pessoas entendem o conceito do termo patrimônio, mas sua pluralidade desconhece os muitos benefícios ao proprietário de imóvel tombado.
A maioria acredita que as restaurações em edifícios tombados tornarem um centro cultural é um beneficio para a cidade e para a manutenção do edifício, alem de garantir o acesso da população há um importante patrimônio da sociedade.
O principal meio de diversão continua a ser o cinema 76,9% dos entrevistados. Programa cultural que fez parte do contexto da criação da cidade de Belo Horizonte
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2.3 Situação de alguns cines de rua.
Considerando que Belo Horizonte, e o cinema têm praticamente a mesma da idade. .E na edificação da nova capital, buscava-se superar o velho e atrasado, instalando-se o progresso e fazendo emergir, incessantemente, o novo. Nada mais inovador do que o cinema, cuja velocidade das imagens acompanha o ritmo do mundo moderno. E Belo Horizonte, menos de um depois de sido oficialmente inaugurada, quando ainda era praticamente um canteiro de obras, conheceu o .cinematografo.. A primeira exibição de cinema em Belo Horizonte ocorreu, provavelmente, em 10 de julho de 1889.. (BRAGA, 1997, p.11).
Descrevo um levantamento de alguns de cines de rua da cidade, seguindo o mesmo desenvolvimento da capital com o crescimento dos espaços de exibição acontecendo do centro para os bairros, como de fato:
E, em 1915, o cinema deixava o centro da capital, para se estabelecer nos bairros: no dia 6 de fevereiro daquele ano, era inaugurado o Floresta, na esquina das ruas Itajubá e Pouso Alegre, com a empresa proprietária prometendo, em anúncio, fornecer aos freqüentadores passagens de bonde de ida e volta. O cinema, no caso, era tão somente mais um dos muitos estabelecimentos comerciais que procuravam o bairro Floresta como opção. (GOMES,1997, p.353)
Com base nessas informações delimito a região da Avenida do Contorno como base de estudo a fim de considerar alguns dos cines ainda existentes abordando seu ano de inauguração¹, sua preservação e local. Tendo como ponto de partida .um dos maiores cinemas do país, que se matem ate os dias atuais como um dos campeões nacionais de público., (Braga, 1997, p.21) o Cine Teatro Brasil.
_________________
1 - Base bibliográfica de referencia para essas datas, BRAGA, Ataídes, O fim das coisas. Prefeitura Municipal de Belo Horizonte/ Secretaria Municipal de Cultura/Centro de Referência Áudio-Visual, 1997
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Fonte: mapa base Google.
Foto 1 Cine Brasil - Praça Sete - Ano 1932
Uso: em reforma
TOMBADO
Fonte: Google street view
Figura 2 - Planta da cidade de Belo Horizonte, com delimitação da Avenida Contorno
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Foto 2 Cine Brasil - Rua Tamoios - Ano 1934
Uso: Loja de roupa
Fonte: Google street view
Foto 3 Cine Guarani - Rua da Bahia - Ano 1954
Uso: Museu Inimá De Paula
TOMBADO
Fonte: Google street view
Foto 4 Cine Odeon - Av.Contorno - Ano 1947
Uso: clube masculino
TOMBADO
Fonte: Google street view
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Foto 5 Cine México - Av. Oiapoque - Ano 1947
Uso: Estacionamento
TOMBADO
Fonte: Google street view
Foto 6 Cine Royal - Av. Afonso Pena
Uso: Igreja
TOMBADO
Fonte: Google street view
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Foto 7 Cine Pathé - Av.Cristovão Colombo - Ano 1948
Uso: estacionamento
TOMBADO
Fonte: Google street view
Foto 8 Cine Acaica - Av. Afonso Pena - Ano 1948
Uso: desocupado
TOMBADO
Fonte: Google street view
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Foto 9 Cine Floresta - Av. Contorno - Ano 1949
Uso: Loja de sapatos
TOMBADO
Fonte: Google street view
Foto 10 Cine Jacques - Rua Tupis - Ano 1950
Uso: Shopping
Fonte: Google srteet view
Foto 11 Cine Candelária - Praça Raul Soares - Ano 1952
Uso: desocupado
TOMBADO
Fonte: Google street view
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Foto 12 Cine Art Palácio - Rua Curitiba - Ano 1954
Uso: loja de eletrodomésticos
Fonte: Google street view
Foto 13 Cine Roxy - Av. Augusto de Lima Barro Preto - Ano 1957
Uso: Loja de roupa
Fonte: Google street view
Foto 14 Cine Palladium - Rua Rio de Janeiro - Ano 1954
Uso: em reforma
Fonte: Google street view
Alcançado no .final da década de 30 ate meados da década de 40 foram os anos de ouro do cinema.. (Braga, 1997, p.33).
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Em Belo Horizonte dos anos 40, o cinema era festejado como .a grande diversão, a popular, acessível a todos, que todos gostam (...) o segredo e que ele pode proporcionar de certo modo, todas as sensações. Em Belo Horizonte o cinema é, essencialmente a grande diversão. ²
E o caminho para o fim na década de 70 marcou o início da decadência da exibição cinematográfica da cidade (...)e na seguinte década 80 enquanto as outras áreas de cultura e lazer viviam um movimento de expansão e massificação, o cinema experimentava a maior crise de sua historia. Como acontecia no em todo mundo e no Brasil as salas de cinemas foram fechadas e abandonadas a ação do tempo. (BRAGA, 1997, p.78-79).
Sem uso e sem preservação não há como garantir a existência dessas edificações cinemas, mesmo com a proteção pelo Município, defendendo a preservação da memória da cidade como o tombamento não garante a preservação deste edifício.
Mas muitas vezes os imóveis tombados são abandonados e a não preservação sofre grande influência às ameaças especulativas. De fato:
A dificuldade está na compreensão de que o interesse público esta acima do interesse individual, e que na verdade, o direito da propriedade não equivale ao direito de construir. O poder público estabelece normas para a ocupação do solo urbano, visando o interesse coletivo. (FEREZ, 2002, p.17)
Tendo a maioria das edificações analisadas encontram-se protegidas pelo Patrimônio Cultural do Município, portanto apresentam um significado cultural e histórico para cidade e comunidade.
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2 - .Onde a cidade se diverte. O cinema é ainda grande distração popular.. Furos cinematográficos. Revista Bello Horizonte Ano VIIV N. 119 Agosto de 1940, p. 108
Em contraponto estas edificações estão subutilizadas e em péssimo estado de conservação, entretanto, não cumprem seu valor quanto à questão social descritas no Plano
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Diretor do Município e sim, promovem o desestimulo ao uso pela sociedade desse bem material.
Visando atenuar este problema alguns dos cines como o Cine Brasil e o Palladium estão se transformando em complexo de arte, como anunciado pela TV Assembléia:
Os dois maiores e mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte estão em obras para se transformarem em duas grandes casas de espetáculo, com capacidade para cerca de 3 mil pessoas. O antigo Palladium, assumido pelo Sesc, terá teatro para 1.350 pessoas, espaço para cinema e galeria de arte. Os imponentes 11 andares do Cine Brasil, na Praça 7, estão se transformando, nas mãos da empresa V&M, num complexo multimídia de cinema, teatro, galerias de arte, ateliês e lojas.³
Espera-se que este trabalho possa desenvolver o mesmo, promovendo o restauro e garantindo o uso de um Cine, o Pathé. Que representa um cine de grande transformação cultural para o bairro Funcionários, e para cidade, como de fato, .de simples cinema de bairro que deveria dialogar com o publico através de uma programação comercial e popular, o Pathé passou da fase de inconsciência artística para um estagio mais elevado, exibindo filmes imbuídos de uma paixão intelectual, mas ao mesmo tempo emocional e expressiva.. (ARMANDO, 1999, p. 14)
2.4 O lugar – Bairro dos Funcionários.
Um dos bairros mais antigos de Belo Horizonte, localizado na região Centro-Sul, o Funcionários é referência cultural e histórica. Fundado em 1896, dois anos depois do início das obras para a construção da nova capital, foi planejado para acolher funcionários públicos recém–transferidos de Ouro Preto. As suas primeiras moradias respeitavam a hierarquia do funcionalismo e serviam para identificar o nível social das famílias4.
Estritamente residencial, o bairro tinha um pequeno comercio de apoio, com destaque para os armazéns Triangulo e Colombo, o bar e o restaurante Luso-Brasileiro, a farmácia São Felix, e o estabelecimento comercial que se tornou famoso pela cidade, pela variedade de seus produtos, a padaria e confeitaria Savassi. Fundada em 16 de março de 1940, em um prédio de dois andares na região da Praça Diego de Vasconcelos, por Hugo e Jose Guilherme Savassi, ela marcou, profundamente, a história e os costumes do bairro dos Funcionários. (ALBANO, 2008, p.12).
_________________
3 - .Dois grandes cinemas de BH viram complexos de arte. [s.n.t] TV Assembléia. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=FzQC2pj1KiM. Acesso em: 25 jun. 2011
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Durante a década de 80, sofreu intensas modificações, sobretudo em sua área
residencial. Os antigos casarões construídos ao longo de ruas importantes como Timbiras,
Sergipe, Maranhão e Piauí cederam espaço para edifícios modernos. Esta foi a forma
encontrada pelo mercado para melhor aproveitamento dos terrenos que se valorizavam
rapidamente4.
O bairro Funcionários abriga também a Savassi, uma faixa geográfica que se destaca
como um dos mais bem sucedidos pólos econômicos e culturais da cidade, com um comércio
variado, além de shoppings como o Pátio Savassi e o 5ª Avenida. Ostenta lojas de grifes
famosas e ateliês, sempre prontas a surpreender as passarelas com o que há de mais arrojado e
eclético4.
Figura 3 - Bairro Funcionários
Fonte: - PREFEITURA DE BELHO HORIZONTE4.
_________________
4 - PREFEITURA DE BELO HORIZONTE. [s.n.t]. Disponível em:
http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/contents.do?evento=conteudo&idConteudo=23725&chPlc=23725&termos=
revitaliza%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o%20savassi.Acesso em: 25 jun. 2011
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Participando do projeto do Centro Vivo Savassi, que promove a revitalização da Praça Diogo Vasconcelos, parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte com iniciativa privada. Os trabalhos tiveram início em março de 2011 e a previsão de conclusão é primeiro semestre de 2012. Serão investidos cerca de R$ 10, 41 milhões neste empreendimento que faz parte do Programa Centro Vivo5.
O desenvolvimento da proposta leva em consideração a obra do Centro Vivo Savassi, já que o terreno situado o Cine Pathé faz parte diretamente dessa área de revitalização e as obras encontram-se em andamento, portanto as análises de diagnostico a seguir prevêem tais modificações de fechamento de quarteirões, elevação da via e modificação de mobiliário.
_________________
5 Fonte: - PREFEITURA DE BELHO HORIZONTE. [s.n.t]. Disponível em: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/contents.do?evento=conteudo&idConteudo=45830&chPlc=45830&termos=savassi. Acesso em: 25 jun. 2011
Figura 4 - Centro Vivo Savassi (Requalificação da Praça de Vasconcelos e adjacências
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Esta revitalização promove exatamente à acessibilidade e adequação aos espaços valorizando a ocupação do espaço pelo pedestre. Propondo a elevação da via em nos cruzamentos e alinhamentos, integração das praças com as calçadas, e o fechamento dos quarteirões secundários a fim de ressaltar os usos predominantes já existentes comerciais, de bares e restaurantes.
2.5 O Cine Pathé.
No dia 8 de maio de 1948, a empresa .Cinema S.A, atendendo a uma antiga aspiração dos moradores do bairro funcionários, inaugurou o Cine Pathé, na Avenida Cristovão Colombo, 315. O nome homenageava Charles Pathé, que construiu França, no inicio do século passado, o primeiro império cinematográfico. Uma homenagem já recebida em 1920, com a construção de um cinema do mesmo nome, na Avenida Afonso Pena, 759, que, infelizmente, teve vida curta- durou apenas 13 anos. (ALBANO, 2008, p.13)
Projetado pelo arquiteto Hardy Filho, sua fachada moderna com traços art déco lembra cenário de filme. O requinte de suas instalações o diferenciava dos outros cinemas de bairro: sala de 1.000 lugares com poltronas confortáveis, equipamentos sofisticados, alem da tela luminosa Westrec, considerada a mais perfeita em termos de visibilidade e projeção. (ALBANO, 2008, p.13)
Em 01 de julho de 1966, sob a inspiração dos movimentos de cineclubes na cidade, o Cine Pathé inaugura a projeção de filmes de artes.(...) O Pathé foi o primeiro cinema a realizar um Festival de Cinema Brasileiro de 11 a 17 de agosto de 1967, quando foram apresentados sete filmes decisivos do Cinema Novo. Passou por algumas reformas de remodelação interna e substituição de revestimentos em 1989 e 1994. Em 1997 foi instalada a cafeteria e bomboniére na saída lateral direita em relação ao acesso principal. Em 18 de abril de 1999 o Cine Pathé fechou as portas. (...) a população manifestou na imprensa e, mais uma vez, confirmou a importância desse espaço na paisagem urbana e na vida cultural da cidade. Em 21 de julho de 1999, por determinação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte, foi aberto novo processo de tombamento do Pathé. (DOSSIÊ, 1999, p.83)
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2.5.1 Diretrizes especiais de Projeto
Qualquer proposta de intervenção no referido bem cultural tombado devera contemplar as seguintes diretrizes:
1. Preservação da fachada principal e do foyer com restauração e recuperação de suas características originais de acordo com projeto especifico.
2. No caso de proposta de uma nova edificação poderão ser adotados os parâmetros urbanísticos da Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo vigente, acrescentando-se afastamento frontal de 6 (seis) metros com relação à fachada da Avenida Cristovão Colombo; preservando assim a fachada original e a altimetria do volume na sua parte frontal.
3. Qualquer proposta de intervenção no bem cultural deverá prever a instalação de equipamento cultural.
4. Possibilidade de abertura de novo acesso público pela Rua Alagoas com criação de galeria ou similar promovendo a ligação com a Avenida Cristovão Colombo.
2.5.2 Projeto Original
28
Projeto aprovado pela Prefeitura original do Hardy Filho
29
Projeto aprovado pela Prefeitura original do Hardy Filho
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3 MAPA MENTAL
Diagrama 1 Mapa Mental
Fonte: desenvolvido pela autora
31
4 DADOS PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO DE ARQUITETURA
4.1 Inserção Urbana
Figura 5 - Planta da Savassi, desta para a localização do Pathé
Fonte: mapa base Google.
O edifício em destaque, de preto, é o Cine Pathé, localizado na Avenida Cristovão Colombo, 315, um dos bairros mais antigos de Belo Horizonte, localizado na região Centro-Sul, o Funcionários é referência cultural e histórica, foi o primeiro bairro de características residenciais a ser construído na capital a fim de abrigar os operários da construção da cidade, próximo da Praça da Liberdade, centro do poder estadual e do Pátio Savassi, shopping de grande influencia ao local. Proximidades com importantes Avenidas para a cidade como a Contorno, Brasil e Nossa Senhora do Carmo.
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4.2 Usos
Figura 6 - Planta de análise de usos do entorno da edificação em estudo
Fonte: mapa base Prodabel.
Os usos apresentam em sua maioria características comercias de roupas; restaurantes e serviços. E quase que totalmente ausente de uso residencial. O grande número de bares e cafeterias intensifica esta característica. O uso do edifício Cine Pathé apresenta-se subutilizado, com um estacionamento, não dando importância nem ao seu patrimonial e nem as características do local.
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4.3 Altimetria das edificações
Figura 7 - Planta de análise de altimetria do entorno imediato da edificação em estudo
Fonte: mapa base Prodabel.
Área com verticalização expressiva. Predominância de edificações de até 2 pavimentos nas imediações da Praça Diogo de Vasconcelos e à montante da Avenida Getúlio Vargas. Maior incidência de edificações com verticalização entre 4 a 14 andares nas esquinas dos quarteirões. No entorno imediato do Cine Pathé predominância de 2 pavimentos .
Cine Pathé
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4.4 Acessos e circulação: transporte público, privado e à pé.
Figura 8 - Planta de análise de acessos do entorno imediato da edificação em estudo
Fonte: mapa base Prodabel.
As vias de maior fluxo são as Avenidas Getulio Vargas, Cristovão Colombo e Rua Alagoas que fazem a conexão centro bairro de varias linhas de ônibus. Os quarteirões fechados são de praticamente uso local para estacionamento. E as outras Ruas Fernandes Tourino, Paraíba e Tome de Souza.
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4.5 Apropriação diurna e noturna.
Figura 9 - Planta de analise de apropriação diurna do entorno imediato da edificação em estudo
Fonte: mapa base Prodabel.
Observam-se apropriações nos pontos de ônibus, nos cafés, como Quixote, Café da travessa. 3 Corações e Villa Café. E na pizzaria Pomodori, Assacabrasa e Choperia Status que atendem o publico no horário de almoço. O encontro da Praça Diogo Vasconcelos gera nos quarteirões adjacentes um apropriação dos espaços de bancos e canteiros disputados na obra do almoço. Assim como na Rua Alagoas esquina com Rua Antonio de Albuquerque o afastamento das lojas e sombra feita por uma arvore faz que na hora do almoço os transeuntes apropriem do espaço.
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Fonte: mapa base Prodabel
Observam-se apropriações nos pontos de ônibus, nos diversos bares de calçada, concentrados principalmente na Rua Antonio de Albuquerque e na maior referencia para a região o Mc Donalds com seu funcionamento 24hs o movimento nas madrugadas é elevado, alimentando os jovens que freqüentam os diversos bares e boates. E no entorno das Praça Diogo Vasconcelos
Figura 1
10 - Planta de analise de apropriação diurna do entorno imediato da edificação em estudo
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4.6 Legislação
Figura 11 - Base cartográfica Prodabel e Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo Urbano
(Lei Nº 7.166 de 27 de agosto de 1996)]
Localizado na quadra 347 agrega a ADE da Savassi
e ao zoneamento ZCBH
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Conforme tabela, o terreno localizado no bairro Funcionários, Belo Horizonte, apresenta os seguintes dados técnicos, conforme Lei de Uso e Ocupação do Solo:
PARÂMETROS
DADOS
Área de Zoneamento
ZCBH
Coeficiente de Aproveitamento
3
Taxa de ocupação máxima
-
Altura máxima de divisa
10,8
ADE 9 -Art. 84 - A ADE da Savassi é a que, em função de suas características, demanda a adoção de incentivos e normas especiais visando a sua revitalização.
Calculo de uso e ocupação do solo.
Área do Terreno: 992m²
Coeficiente de Aproveitamento Máximo: 3
Área Máxima Construída: 2.976m²
4.7 Levantamento Planialtimétrico.
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Terrreno- Planialtimétrico
5 REFERÊNCIAS AQUITETÔNICAS E URBANÍSTICAS
Promover o restauro em uma edificação protegida por leis patrimoniais significa um estudo de uso para adaptações que não promova a destruição dos elementos artísticos e aberturas originais, portanto o novo uso dependerá de cada edificação e seu espaço que virá a cumprir sua função social dando sociedade o direito de uso.
5.1 Museu da Língua Portuguesa – São Paulo.
No edifício da Estação Luz do final do século 19 foi primeiro desenvolvimento o projeto de restauro da fachada, cobertura, esquadrias e elementos artísticos ressaltando seu projeto original com uma nova iluminação de Gilberto Franco e Carlos Fortes promovendo o regaste da atmosfera original foi inaugurada nos 450 anos de São Paulo em 2004.
Fonte: Revista Au
O Museu da Língua Portuguesa, projeto de Paulo Mendes da Rocha, conta com uma área correspondente a 4.333,62 m2 e está distribuído em 03 andares:
1) Primeiro Andar: A ala leste do primeiro andar comporta a sala destinada às exposições temporárias. Já ala oeste, onde ficam a administração e o setor educativo do Museu, dispõe de sala de aula para 50 pessoas e um espaço digital que pode atender até 20 pessoas.
2) Segundo Andar: a) Grande Galeria: Tela de 106m de extensão com projeções simultâneas de filmes que mostram a Língua Portuguesa no cotidiano e na história de seus usuários;
Foto 15 Volumetria do Museu da Língua Portuguesa
Foto 16 Entrada principal do Museu da Língua Portuguesa
Fonte: Revista Au
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b) Palavras Cruzadas: Totens dedicados às influências das Línguas e dos povos que contribuíram para formar o Português falado no Brasil. Existe ainda um totem dedicado ao Português falado nos demais países lusófonos;
c) Linha do Tempo: Uma linha com recursos interativos onde o visitante poderá conhecer melhor a história da Língua Portuguesa;
d) Beco das Palavras: Sala com jogo etimológico interativo que permite ao visitante brincar com a criação de palavras, conhecendo suas origens e significados;
e) História da Estação da Luz: Painéis que mostram um pouco da história do edifício sede da Estação da Luz e os trabalhos de restauro realizados antes da implantação do Museu da Língua Portuguesa.
f) Mapa dos Falares: A partir de um grande mapa do Brasil, o visitante pode escolher uma localidade e apreciar (ver e ouvir)depoimentos de diversas pessoas, verificando,assim, os diversos .falares. do brasileiro. 3) Terceiro Andar:a) Auditório: Projeção de um filme de 10 minutos sobre as origens da Língua Portuguesa falada no Brasil;
b) Praça da Língua: Espécie de .planetário da Língua., composto por imagens projetadas e áudio. Uma antologia da literatura criada em Língua Portuguesa, com curadoria de José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski.
4) Elevadores: Os elevadores de acesso ao museu também são espaços expositivos, pois permite uma visão total da escultura .Árvore de Palavras., de 16m de altura, criada por Rafic Farah (nesta escultura o visitante encontra palavras de idiomas que contribuíram para a formação do português e do português falado no Brasil, palavras em português e a representação de objetos e animais). Além disso, no interior dos elevadores, os visitantes podem ouvir uma espécie de mantra, composto por Arnaldo Antunes, que repete as palavras .língua. e .palavra. em vários idiomas.
O desafio dos arquitetos foi viabilizar a instalação do museu em um espaço estreito e comprido, um retângulo de 14 x 120 m, compartimentado em salas administrativas. A solução foi remover as paredes divisórias, liberando os espaços da ala leste para o museu. A ala oeste - a mais preservada após o incêndio - acolhe um centro de pesquisa e estudos da língua portuguesa. Toda restaurada, essa ala teve sua configuração original, com escritórios, mantida.
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Fonte: Revista Au
Figura 12 - Planta técnica - corte longitudinal - Museu da Língua Portuguesa
Fonte: Revista Au.
A escolha dessa obra como análoga é a varias formas de exibir a proposta do museu, que é expor a Língua Portuguesa, usando de recursos interativos convidando o visitante a compreender as pesquisas expostas.
O aspecto interessante dessa obra, para o projeto do Museu do Cinema para o Cine Pathé, são as disposições existentes dos espaços multimídia priorizando a interação com publico removendo os obstáculos, liberando os espaços a visualização completa no ambiente.
O projeto respeita a volumetria da edificação, mesmo com a instalação de dois elevadores panorâmicos, necessário já que apresenta uma extensão de 14m, inviabilizando o uso de escadas e rampas para vencer o pé direito elevado o arquiteto aproveita a altura da torres existentes a fim de evitar um volume que destaque em relação à volumetria inferior dos outros espaços. E desvincula o acesso do saguão central, estação do metro, evitando o conflito de quem vai ao museu e quem vai em direção a estação central.
Foto 17 Interatividade no Museu da Língua Portuguesa
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Figura 13 - Planta - cortes - Museu da Língua Portuguesa
Fonte: Revista Au
Os pontos positivos observados nas plantas é existência de banheiros em todos os andares, materiais expositivos em circulação, elevadores aproveitamento total do espaço. A área administrativa esta concentrado e o único espaço de exposição temporária encontra-se nos primeiros pavimentos, rápido acesso, o visitante não é obrigado a visitar as exposições permanentes. Reservando em um único andar o auditório apresenta privacidade de quem espera para entrar e quem usa o espaço.
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Um ponto negativo é a prioridade para circulação nos ambientes ser quase que exclusiva pelos elevadores, em dia de muito movimento a espera pode ser grande. Ocupando uma área extensa o visitante pode passar horas a observar as exposições, mas o único espaço para um lanche fica completamente desvinculado dos espaços expositivos.
5.2 Teatro Poeira- Rio de Janeiro
Localizado na Rua São João Batista, 104, bairro Botafogo. Contempla o restauro de uma casa construída em 1912, abriga um teatro de múltiplo uso, com palcos variáveis: arena, semi-arena, palco italiano e café-concerto, para um público entre 200 e 250 pessoas. Projetado pelos arquitetos João Calafate e Solange Libman, do escritório Fábrica Arquitetura,
Para atender a essa variedade, uma grande malha de ferro suspensa em toda a extensão da sala serve como suporte técnico e elemento de estruturação da iluminação e da cenografia. Para viabilizar a flexibilidade de uso, os arquitetos criaram um sistema de plataformas modulares, de alturas reguláveis, que pode ser utilizado para ampliar tanto a platéia como o palco. Reforçam essa característica os pisos removíveis implantados em trechos do mezanino, condição que possibilita a instalação de elementos cenográficos interativos. Toda área posterior foi planejada, de forma a otimizar os espaços existentes entre circulações de entrada e saída de cena, camarins, serviços e depósito. A opção pela linguagem cenográfica se estendeu ao foyer, que utiliza elementos cênicos, como a cortina de veludo preto, um pano de seis metros de comprimento, portas acústicas em chapa de aço, perfis metalizados, paredes com tijolos maciços originais da fachada e uma luminária de cobre, desenhada pelo lighting designer Maneco Quinderé. Junto ao foyer , um pequeno café se comunica com o deque exterior, área com mesas e assentos que tem como objetivo estimular a convivência . Ao lado do deque, um painel de lona expõe a programação do Poeira e divulga informações sobre projetos, discussões e debates ligados a temas teatrais.
Fonte: http://www.teatropoeira.com.br/site/
Foto 18 Fachada do Teatro Poeira
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Figura 14 - Térreo - Planta técnica - Museu da Língua Portuguesa
Fonte: Revista Au
Figura 15 - Mezanino - Planta técnica - Museu da Língua Portuguesa
Fonte: Revista Au
A escolha desse projeto de restauro do Teatro Poeira assemelha-se com o Cine Pathé por vários aspectos, são eles, ser um projeto em menor escala, seu tombamento contemplar só a fachada e o programa de um teatro flexível e um café.
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Pontos positivos é o respeito pela volumetria do edifício, o multi uso do teatro, o mezanino colabora para a setorização, a parte administrativa desvinculada do publico do teatro e do café. Interessante como a setorização do café o teatro e o camarim na planta térrea apresenta um equilíbrio nas dimensões.
Foto 21 Vista do café do Teatro Poeira
Foto 19 Entrada do Teatro Poeira
Fonte: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/fabrica-arquitetura-teatro-poeira-20-02-2006.html
Foto 20 Vista do foyer do Teatro Poeira
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5.3 Museu Inimá de Paula (Cine Guarani) – Belo Horizonte.
Localizado na região central de Belo Horizonte, o Museu Inimá de Paula projeto de Saul Vilela & Arquitetos Associados, construída na década de 1920, a edificação localizada na Rua da Bahia abrigou a sede social do Clube Belo Horizonte e, no térreo, o Cine Guarani. O prédio é de autoria do italiano Rafaello Berti.
O edifício foi tombado na década de 1990, para abrigar o Museu ganhou uma circulação de caráter escultórico, a peça, inserida num rasgo nas lajes e iluminada naturalmente através de uma pirâmide de vidro, assinala a intervenção contemporânea. O subsolo, com acesso independente, e uma fração do térreo foram mantidos para uso da PM, que ganhou um miniauditório. O museu propriamente dito foi distribuído por quatro pavimentos - o último é ocupado pelo escritório da Fundação Inimá de Paula. Com as alterações, o térreo, onde estava o antigo cinema (e que mais recentemente era usado pela polícia como estacionamento), foi transformado em auditório de 150 lugares, com foyer e café.
O Salão Inimá de Paula tem em sua maior parte pé-direito duplo, ocupando o primeiro e o segundo andares. No primeiro encontra-se ainda uma galeria virtual, com quatro projetores que exibem em uma tela obras do artista à escolha do visitante que pode assim, montar sua própria exposição.
Foto 22 Museu Inimá
Fonte: http://www.arcoweb.com.br/interiores/saul-vilela-arquitetos-associados-museu-belo-horizonte-15-09-2010.html
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Figura 16 - Subsolo Inimá de Paula
Fonte: http://www.arcoweb.com.br/interiores/saul-vilela-arquitetos-associados-museu-belo-horizonte-15-09-2010.html
Figura 17 Térreo Inimá de Paula
Fonte: http://www.arcoweb.com.br/interiores/saul-vilela-arquitetos-associados-museu-belo-horizonte-15-09-2010.html
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Figura 18 2º pavimento Inimá de Paula
Fonte: http://www.arcoweb.com.br/interiores/saul-vilela-arquitetos-associados-museu-belo-horizonte-15-09-2010.html
Figura 19 3º pavimento Inimá de Paula
Fonte: http://www.arcoweb.com.br/interiores/saul-vilela-arquitetos-associados-museu-belo-horizonte-15-09-2010.html
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Figura 20 4º pavimento Inimá de Paula
Fonte: http://www.arcoweb.com.br/interiores/saul-vilela-arquitetos-associados-museu-belo-horizonte-15-09-2010.html
Figura 21 Corte Inimá de Paula
Fonte: http://www.arcoweb.com.br/interiores/saul-vilela-arquitetos-associados-museu-belo-horizonte-15-09-2010.html
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A essa obra como análoga um exemplo de Cine de rua, O Guarani, em que a edificação foi restaurada e sua volumetria preservada para transforma-se em espaço de um Museu, o programa contempla áreas de exposição, um teatro (antigo Cine Guarani) e um café.
Apesar de apresentar diversos usos, subsolo é ocupado pela PM e o Museu ocupa os 4 pavimentos restantes sendo que o café e o teatro não fazem parte da área de exposições.
Concluo que das três obras citadas é possível desenvolver um trabalho sem que se percam as características originais relevantes nesse tipo de edificação. Uma característica comum as três obras citadas é a escolha pelo vão livre de obstáculos físicos em um pé direito elevado.
Foto 23 Vista interma do Museu Inimá
Fonte: http://www.arcoweb.com.br/interiores/saul-vilela-arquitetos-associados-museu-belo-horizonte-15-09-2010.html
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6 DEFINIÇÕES PROJETUAIS
A população deve ter direito a cidade, direito a sua memória.
O trabalho abordará um novo uso, o Museu do Cinema da cidade, para o projeto do arquiteto Hardy Filho, o Cine Pathé busca atender as diretrizes de tombamento, na qual ressalta que, é necessária a preservação da fachada e foyer respeitando 6m da fachada para dentro do lote respeitando a volumetria da fachada. Deve atender a um programa cultural e propor acessos pelas duas vias, como uma galeria.
O público alvo do Museu do Cinema é toda e qualquer pessoa que se interesse por arte e cultura em Belo Horizonte e região, com o intuito tanto conhecimento do desenvolvimento cultural da cidade, que se desenvolveu ao mesmo tempo em que a sétima arte, o cinema, e da interação com o espaço de arquitetura que envolva esse público à arte ali explicitada. Além de oferecer um espaço de convivência como o café de integração com a o meio externo e um espaço de um teatro multi uso, que possa abrigar pequenos concertos de musica e teatro, alem de servir de apoio ao espaço de exposição.
Será aberto a todas as faixas etárias, porém com algumas orientações e restrições a entradas de crianças que podem conturbar o ambiente e colocar em risco o armazenamento e preservação das peças expostas. Também de uso de todas as classes sociais, o espaço será voltado para o público que possui interesse cultural e curiosidade em aprender sobre a função social que a arte do cinema teve ao desenvolvimento da Cidade de Belo Horizonte, suas influencias nas décadas que se seguem a nova capital de Minas Gerais. Entrando nesse universo da arquitetura integrado à arte, na qual o restauro de uma edificação que apresenta em sua função o único dever de cumprir seu papel social com a instalação de um equipamento cultural a serviço da comunidade, mantendo a memória cultural e histórica presentes no cotidiano das futuras gerações.
Um trabalho pode ser desenvolvido juntamente com o Museu Histórico Abílio Barreto e o Departamento de Comunicação Social da UFMG e a Prefeitura de Belo Horizonte e o Arquivo Publico Mineiro a fim de catalogar historias e fases do cinema que influenciaram a população durante os anos, assim como suas arquiteturas, dos espaços gerados e edificados existentes ou não que fizeram parte da vida da população mineira.
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ÁREAS
Terreno/ lote
992m²
Área edificada (atual)
636m²
Área original de projeto
591m²
Área foyer (protegida)
93m²
Área a ser ocupada -Pé direito duplo
636-93 2 = 1086m²
6.1 Organograma/fluxuograma
Diagrama 2 Programa do Museu do Cinema
Fonte: desenvolvido pela autora
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6.2 Pré dimensionamento
Figura 22 Escritório e sala de reunião
Área: 15m + 17m = 32m²
Fonte: Imagem da autora
Figura 23 Recepção/ informação
Área: 10m²
Fonte: Imagem da autora
Figura 24 Banheiro(Feminino e Masculino) publico
Área: 13m² x 2 = 26m²
Fonte: Imagem da autora
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Figura 25 Teatro para 150 pessoas
Área: 200m²
Fonte: Imagem da autora
Figura 26 Cozinha para o cafe
Área: 13m²
Fonte: Imagem da autora
Figura 27 Dml e deposito
Área: 3m+3m= 6m²
Fonte: Imagem da autora
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Figura 28 Depósito
Área: 20m²
Fonte: Imagem da autora
Figura 29 Estacionamento para 14 carros
Área: 200m²
Fonte: Imagem da autora
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6.3 Análise técnico financeira
Podemos utilizar os mecanismos contemporâneos de preservação do patrimônio sendo:
- Lei Federal de incentivo a cultura
-Lei Municipal de Isenção do IPTU
-Lei Municipal da transferência do direito de construir
Pensando na viabilidade técnica existem podemos encontrar parcerias com empresas que dedicam parte do seu fatura a obras culturais como Petrobrás, este empreendimento se enquadra aos direitos defendidos pela empresa, tais como:
A Petrobras se empenha em defender e valorizar a cultura brasileira por meio de uma política de patrocínios de alcance social, articulada com as políticas públicas para o setor e focada na afirmação da identidade brasileira.
O Programa Petrobras Cultural rege a contratação de patrocínios culturais pela Petrobras. Engloba Seleção Pública e Projetos Convidados e tem como objetivos:
Estimular a realização de projetos de interesse público, não necessariamente na evidência do mercado e que contemplem a cultura brasileira em toda a sua diversidade étnica e regional;
Abrir espaço para a criação, estimulando não só o fazer artístico, mas também a ampliação das oportunidades de circulação e de fruição dos bens culturais;
Consolidar o trabalho de resgate, recuperação e organização do acervo material e imaterial da cultura brasileira, priorizando aqueles em situação de risco, e buscando ampliar a oportunidade de acesso público a esses acervos;
Contribuir para a formação de públicos, talentos e técnicos para o setor, fomentando iniciativas educacionais no âmbito da produção cultural;
Estimular a reflexão sobre a cultura e o pensamento brasileiros;
Contribuir para uma melhoria do quadro geral da cultura nacional e para a afirmação da cultura como direito social básico do cidadão.
Outra forma é a venda de TDC, transferência do direito de construir para ajudar a financiar a obra, já que a idéia da proposta é restaurar a volumetria existente de predominância do quarteirão inserido a fim de não alterar a altimetria do entorno prejudicando a paisagem urbana.
58
6.4 Análise de impacto
Promover um novo uso no Edifício Pathé reforçara o uso comercial/ serviços da região promovendo cultura também no horário do almoço para a população local. Alem de manter a preservação da edificação com o uso proposto.
As diretrizes de tombamento garantem a preservação da fachada e foyer, mas observando a predominância de 2 pavimentos no entorno imediato do Cine Pathé o meu projeto seguira essas diretrizes respeitando a altimetria do entorno a fim de não prejudicar a composição das fachadas.
O aumento do fluxo de pessoas com interesse no novo uso proposto pelo Cine Pathé deve sim aumentar assim como a necessidade de vagas para estacionamento já que a permanecia prevista para este tipo de estabelecimento é prolongada a fim de melhorar esta situação será a já prevista, no projeto de revitalização da Savassi, a melhoria dos transportes públicos tais como, Propostas de Intervenção:
-Criação de faixas exclusivas e / ou preferenciais para os ônibus;
-Readequação e reestruturação dos pontos de embarque e desembarque;
-Nova distribuição das linhas nos pontos de ônibus;
-Adequações físicas nos trechos onde existem .gargalos.;
-Melhoria nas condições de atravessamento de pedestres;
-Melhoria nas condições de segurança viária;
-Eliminação de impedâncias.
Promover maior apropriação tanto na Avenida Cristovão Colombo na Rua Alagoas, com a previsão do alargamento do passeio e uniformidade do passeio e iluminação as dois vias poderão promover maior integração do edifício com a rua, promovendo uma galeria com o acesso as duas vias, também característico das edificações existentes.
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7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Inaugurada em dezembro de 1897, a nova capital do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, representava o espaço republicano administrativo do poder estadual. Planejada com diretrizes urbanísticas inspirados em modelos europeus, as obras da construção do novo espaço econômico mineiro foi liderado pelo engenheiro Aarão Reis. A cidade apresenta vários edifícios que contam a historia da cidade, o estudo com o contexto na historias dos cines de rua e as edifícios que abrigaram esse uso, demonstra que a maioria das edificações está protegida pelo Patrimônio, portanto apresentam um significado cultural e histórico para cidade e comunidade. Em contraponto estas edificações estão subutilizadas e em péssimo estado de conservação, entretanto, não cumprem seu valor quanto a questão social descritas no Plano Diretor do Município e sim, promovem o desestimulo ao uso pela sociedade desse bem material. Com o intuído de manter a preservação de um desses bem, que há anos encontra-se abandonado e sem uma manutenção que garanta sua importância cultural para a cidade este trabalho promovera a pesquisa monográfica que resultaria na proposta de restauração do Cine Pathé que ira abrigar o Museu do Cinema da Cidade de Belo Horizonte.
Promovendo um uso de caráter cultural garantimos a preservação e manutenções do edifício alem de atender as diretrizes patrimoniais de tombamento cumpri-se com sua função social e o uso pela sociedade desse importante elemento cultural arquitetônico representante da historia da cidade de Belo Horizonte.
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REFERÊNCIAS
ÁVILA, Myriam; O retrato na rua: memórias e modernidade planejada. Belo Horizonte: Editora: UFMG, 2008
ANUÁRIO ESTATÍSTICO DE BELO HORIZONTE.
Belo Horizonte: Prefeitura Municipal de Belo Horizonte/Secretaria Municipal de Planejamento/Departamento de Informações Técnicas, 2001. v. Ilust.
SALGUEIRO, Heliana Angotti (Org.). Cidades capitais do século XIX: racionalidade, cosmopolitismo e transferência de modelos. São Paulo: Edusp, 2001. 184 p.
SALGUEIRO, Heliana Angotti. O pensamento francês na fundação de Belo Horizonte: das representações às práticas. In: SALGUEIRO, Heliana Angotti (Org.). Cidades capitais do século XIX: racionalidade, cosmopolitismo e transferência de modelos. São Paulo: Edusp, 2001APPLE, Michael W. Educação e poder. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.
CASTRIOTA, Leonardo Barci. Algumas considerações sobre o patrimônio. In: Arquiamérica: I Pan-American Congress of Architectural Heritage. Ouro Preto, setembro 1992.
PENNA, Alicia Duarte. Belo Horizonte: Um espaço infiel. In: Varia Historia/ Departamento de Historia, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais N.18 p.1-152 ,novembro de 1997. Belo Horizonte: Depto de Historia da Fafich.
CUNHA, Flavio Saliba. Belo Horizonte: Um espaço infiel. In: Varia Historia/ Departamento de Historia, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais N.18 p.1-152 ,novembro de 1997. Belo Horizonte: Depto de Historia da Fafich.
GOMES, Paulo Augusto. Cem anos de cinema em Belo Horizonte. In: Varia Historia/ Departamento de Historia, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais N.18 p.1-152 ,novembro de 1997. Belo Horizonte: Depto de Historia da Fafich.
61
LEAL, Ledy Valporto. Memória viva e reinventada. Revista AU. Brasil. Edição 146 p. 30-37, maio 2003.
Fabrica Arquitetura, Teatro Poeira. Belo Horizonte, 2011. Disponível em: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/fabrica-arquitetura-teatro-poeira-20-02-2006.html. Acesso em: 25 jun. 2011
Saul Vilela & Arquitetos Associados.Museu, Belo Horizonte. Belo Horizonte, 2011. Disponível em: http://www.arcoweb.com.br/interiores/saul-vilela-arquitetos-associados-museu-belo-horizonte-15-09-2010.html. Acesso em: 25 jun. 2011
Dois grandes cinemas de BH viram complexos de arte. TV Assembléia. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=FzQC2pj1KiM. Acesso em: 25 jun. 2011
PREFEITURA DE BELHO HORIZONTE. [s.n.t]. Disponível em: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/contents.do?evento=conteudo&idConteudo=23725&chPlc=23725&termos=revitaliza%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o%20savassi
Acesso em: 25 jun. 2011
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APÊNDICES

terça-feira, 31 de maio de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

Após três anos, Theatro Municipal será reaberto no dia 10


O secretário municipal da Cultura, Carlos Augusto Calil, anunciou ontem a reabertura do Theatro Municipal de São Paulo para 10 de junho.
O primeiro concerto aberto ao público é no dia 12, com a Orquestra Sinfônica Municipal, o Coral Lírico e o Quarteto de Cordas da Cidade.
Presente na ocasião, o prefeito Gilberto Kassab sancionou a lei que o transforma em fundação de direito público.
Com isso, o Theatro Municipal ganha mais autonomia com relação a uma legislação que, segundo o secretário, engessava suas atividades.
(...) a modernização técnica e acústica do palco saiu por R$ 19 milhões.
De acordo com Calil, o próximo passo será a entrega, no fim de 2012, da praça das Artes, um anexo orçado em R$ 120 milhões que abrigará todos os corpos artísticos do teatro e salas de ensaio.
Foi apresentado ainda um projeto de construção de uma garagem ao lado da praça, mas não há previsão para o início das obras.
Funcionários da prefeitura trocavam lâmpadas ao redor do Teatro Municipal de São Paulo, no centro da capital paulista, nesta terça-feira (31). A reabertura do teatro está marcada para sexta-feira (10) e sábado (11) para convidados. No domingo (12), o público em geral poderá conferir a restauração, com concerto da Orquestra Sinfônica Municipal, com o Coral Lírico e com o Quarteto de Cordas da cidade de São Paulo.

Foram restaurados a área do bar e restaurante, o salão nobre e a fachada do prédio. Artistas se basearam em fotos antigas para recriar a pintura interna e restaurar partes que estavam deterioradas. Também foram reformados todos os vitrais do teatro, originalmente fabricados na cidade de Stuttgart, na Alemanha.
Os trabalhos de reforma do Teatro Municipal tiveram verba de R$ 7,2 milhões, obtida por meio de um empréstimo da prefeitura com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Desde janeiro, o recurso também está sendo usado para a modernização da Biblioteca Mário de Andrade.
O teatro já havia passado por obras em 1956 e em 1988 e está fechado desde julho de 2008 para a reforma. O prefeito Gilberto Kassab anunciou um projeto de construção de um edifício-garagem para atender aos usuários do teatro e às pessoas que vão ao centro de São Paulo. Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, a ideia já está sendo desenvolvida e o espaço, que terá 650 vagas, deve ser erguido entre as ruas 24 de maio e Conselheiro Cispriniano.





quarta-feira, 25 de maio de 2011

Iepha vai restaurar fontes da Praça da Liberdade



Alice Maciel - Estado de Minas
Publicação: 22/04/2010 06:37 Atualização: 22/04/2010 06:47





As fontes luminosas da Praça da Liberdade, que completam o conjunto arquitetônico e paisagístico de um dos cartões-postais de Belo Horizonte, vão ser revitalizadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG). O processo de restauro, que é aprovado pela população, começa em maio e deve durar 90 dias. “As atrações da praça são as fontes, elas refrescam o ambiente e completam o charme do local”, ressalta a consultora de projetos sociais Danusa Coutinho, que na quarta-feira aproveitou o feriado para passear pelo local. Para ela, os monumentos trazem de volta a memória do passado e devem sempre passar por manutenção.

“As peças precisam de cuidados, elas são muito importantes para o cenário da praça”, afirmou o publicitário Lucas Diniz diante da fonte Moça mirando espelho d'água. Para o contador Márcio dos Santos Silva, mesmo sujas, as fontes estão bonitas. “ Se puder melhorar, vai embelezar ainda mais o cartão-postal de Belo Horizonte”, completou.

Para chamar a atenção do público e na busca de envolver e interagir com a população, o Iepha não vai usar tapumes para cercar as fontes durante o processo de restauração. “Ao longo dos anos, a Praça da Liberdade tem sido desfrutada pelos cidadãos para os mais diversos fins, e muitas vezes as pessoas não detêm o olhar sobre estas peças ou mesmo sobre seu estado de conservação. Queremos chamar a atenção do público e criar a oportunidade para que aprendam mais sobre a conservação de bens culturais”, explicou o diretor de Conservação e Restauração do Iepha, Renato César de Souza.

Segundo ele, a ideia do instituto é transformar o processo de conservação em um “ateliê vitrine”. “O conceito foi implantado no Iepha há cerca de um ano e, desde então, tem sido marca constante nos trabalhos de restauração comandados pela entidade. Esta será, no entanto, a primeira vez que a proposta será apresentada a céu aberto, em plena via pública”, informou o representante do Iepha.

Função educativa

Para ele, a iniciativa faz com que o processo tenha função educativa junto aos belo-horizontinos, garantindo maior visibilidade ao trabalho e despertando a curiosidade e simpatia do público que por ali passa diariamente. “A população tem o direito de ver o que está sendo modificado nos monumentos urbanos. Acho a proposta do Iepha muito interessante”, afirmou a psicóloga e frequentadora da praça Zeni Moraes.

As duas fontes, a dos desejos, mais conhecida como Fonte das três graças, e a Moça mirando espelho d'água – esculpidas em mármore –, passarão por um trabalho especializado de limpeza e conservação. A segunda também será restaurada, uma vez que o braço da escultura se soltou há algum tempo. O custo da obra é de R$ 34,7 mil.

O conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Liberdade foi tombado pelo Iepha em 2 de junho de 1977. A medida legal, além de contemplar os edifícios do centro cívico – Palácio da Liberdade e secretarias de Estado –, estendeu-se aos jardins, lagos, alamedas, fontes e monumentos da praça, incluindo as fachadas de diversas edificações no seu entorno.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Após 43 anos, Belas Artes vai fechar as portas em São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/855158-apos-43-anos-belas-artes-vai-fechar-as-portas-em-sao-paulo.shtml

ANA PAULA SOUSA
DE SÃO PAULO

O Belas Artes, um dos mais antigos cinemas de São Paulo, se prepara para as últimas sessões. No dia 30 de dezembro, uma notificação judicial avisou: o imóvel, na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação, tem de ser entregue até fevereiro.

Terminará, assim, uma história iniciada em 1967. Terminarão assim os "Noitões" que, nos últimos anos, chegaram a reunir, madrugada adentro, mil pessoas.
A ameaça de fechamento do cinema veio a público em março de 2010, quando o HSBC pôs fim ao patrocínio. André Sturm, o proprietário, começou então a bater à porta de algumas empresas, atrás de nova parceria.
Conversa daqui, conversa dali e, em novembro passado, foi acertado novo apoio. A minuta do contrato estava sendo finalizada quando veio a surpresa. "O proprietário disse que queria o imóvel de volta porque ia abrir uma loja lá", diz Sturm.
Sturm conta que havia se comprometido a pagar um novo valor de aluguel, de R$ 65 mil, assim que fechasse o patrocínio. "Tínhamos um acordo, mas ele não cumpriu", diz o dono do cinema.
Procurado, o proprietário do imóvel, Flávio Maluf (que não é filho de Paulo Maluf), não precisou sequer ouvir uma pergunta. A identificação da reportagem da Folha foi suficiente para que dissesse não ter nada a declarar.
"Ligue para o meu advogado", recomendou. Enquanto ditava nome e telefone, interrompeu a fala e perguntou: "Mas é a respeito do quê?". Informado, ensaiou uma explicação: "Perderam o prazo... Não tenho nada a declarar". O advogado não retornou as ligações.
Maluf passou a responder pelo imóvel há dois anos, quando seu pai morreu. "Venceu a visão mesquinha", diz Sturm.
Ontem, os 32 funcionários receberam o aviso prévio.


ÚLTIMA FASE
Sturm assumiu o cinema em 2002, quando os antigos proprietários decretaram o negócio inviável. O espaço, de fato, estava com as instalações decadentes e a programação descaracterizada.
Vieram a seguir a sociedade com a O2, produtora do cineasta Fernando Meirelles e, em 2003, o apoio do HSBC.
A ameaça do fim, em 2010, fez com que, no ano passado, a cidade se mobilizasse para salvar o Belas Artes. A campanha tanto deu resultado que o patrocínio chegou.
Dentre as marcas que esta última fase deixará estão o "Noitão" e a longa permanência de alguns filmes.
Pelo menos quatro títulos ficaram mais de um ano em cartaz: "O Filho da Noiva", "Bicicletas de Belleville", "2046 - os Segredos do Amor" e "Medos Privados em Lugares Públicos".

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Casarão histórico do centro de SP abriga museu e mostra gratuita

http://guia.folha.com.br/passeios/ult10050u675110.shtml


Um casarão histórico e semidestruído no bairro paulistano dos Campos Elíseos (região central de São Paulo), que servia de abrigo a cerca de 60 famílias carentes até 2001, deu lugar em 2005 ao Museu da Energia de São Paulo --cenário da exposição "Bom Retiro, uma Costura de Povos". A mostra aborda aspectos do bairro vizinho, marcado pela presença de imigrantes de diferentes regiões do mundo.

Recuperado, o Casarão Santos Dumont --cuja construção, que ocorreu entre 1890 e 1894, ficou a cargo do escritório do arquiteto Ramos de Azevedo-- mereceria uma visita somente por sua beleza e pelo esmerado projeto de restauro. Mas "Bom Retiro, uma Costura de Povos" também vale o passeio, por apresentar documentos, fotos e objetos interessantes, como itens domésticos, máquinas de costura, peças de vestuário, instrumentos musicais e até malas de viagens pertencentes aos imigrantes.
Você pode saber mais sobre o Casarão Santos Dumont e os eventos que abriga no site do Museu da Energia de São Paulo. No endereço eletrônico, também é possível baixar um livro com receitas típicas dos imigrantes do Bom Retiro.